Saudação das prisioneiras da Colômbia



Segue a tradução da Saudação, enviada por Angye Gaona, das prisioneiras colombianas em Bucaramanga, cidade em que vive Angye.

“SAUDAÇÃO DAS PRISIONEIRAS POLÍTICAS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER LUTADORA”

Nós, das trincheiras da masmorra do Estado, injustamente detidas nos cárceres do Bom Pastor de Bucaramanga e Cúcuta, fazemos chegar esta mensagem no DIA INTERNACIONAL DA MULHER emancipadora e rebelde contra a exploração e a submissão do modelo econômico capitalista.

Queremos dizer a vocês Mulheres Lutadoras e Revolucionárias que as oferendas de nosso pensamento e compromisso ideológico para resistir e combater as injustiças sociais, as discriminações e desigualdades em todos os aspectos até a derrubada do regime fascista, seguem vigentes para nós, apesar de estarmos privadas da liberdade. E o que mais nos anima e nos dá fortaleza espiritual são as lutas que vocês realizam junto aos homens pela mudança radical desta nação injusta, tirana e assassina.

Expressamos nossa gratidão pela solidariedade com que nos brindam, desde a Central Unitária de Trabalhadores em Santander, as prisioneiras políticas (como são as de guerra e de consciência) com utensílios de banheiro, visitas e, nos últimos anos, pela vinculação com as Campanhas Nacionais e Internacionais pela liberdade imediata de todos e todas os prisioneiros políticos na Colômbia. Longa vida às “borboletas” e ao encontro nacional e internacional atrás das grades.

Reconhecemos esses cenários como iniciativas para buscar e dar saída definitiva às origens sociais, politicas e culturais pelas quais hoje se mantém um conflito interno de Guerra por mais de meio século de existência. Por outro lado, se viabilizaram as condições infra-humanas e indignas em que vivem mais de 8.000 mil prisioneiros políticos dos quais 6% são de prisioneiras políticas, que vivem a dupla discriminação do Estado como é esta sociedade patriarcal em que violam sistematicamente nossos direitos humanos e nos violentam a dignidade humana; a outra é a de viver nestes modelos de cárceres pró-yankis e com um sistema de detenção dupla pelas situações indignas em que vivemos como é a lotação maior aos 60% (celas de 3×4 metros para quatro internas), convivência com mulheres paramilitares e psicopatas, castigos em calabouços coloniais e translados a regimes mais infra-humanos, mães chefes-de-família submetidas à discriminação de gênero. Atualmente está tramitando a reforma da lei 65 de 1993 em que se acentua ainda mais este regime machista e fascista contra a mulher.

Como se pode ver ou sentir o regime carcerário e penitenciário colombiano segue praticando a tortura e violação dos direitos humanos aos internos colombianos.

PELA LIBERDADE DE TODAS E TODOS OS PRISIONEIROS POLÍTICOS DA COLÔMBIA!

COLETIVO MANUELITA SAENZ, CÁRCERE EM BOM PASTOR DOS SANTANDERES
Março, 8 de 2012

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