O caso

De agora em diante, é essencial que todos sejamos parte ativa para apoiar
Angye Gaona antes do julgamento injusto a que será submetida. A situação
é extremamente grave para Angye, como poderão constatar abaixo.

Em janeiro de 2011, de volta da Venezuela, onde havia ido para prover-se
de livros, foi detida e encarcerada durante 4 meses em uma prisão de
média segurança sem que fosse iniciado julgamento algum durante
sua detenção. Depois de uma intensa campanha de petições de alcance
internacional, foi posta em liberdade provisória, pois já se passava o tempo limite para iniciar seu julgamento.

Depois de 20 de maio 2011, data de sua saída da prisão, estava-se esperando pelo início de seu julgamento pelos delitos de que é acusada disparatadamente, sobre os que a promotoria nem mesmo se pôs de acordo, tampouco foi clara, que são: “conspiração criminosa agravada por delito de narcotráfico e rebelião”.

No meio da desordem da promotoria e dos tribunais na Colômbia, um julgamento injusto está para começar na cidade de Cartagena de Indias, a mais de 800 Km da cidade onde Angye reside e onde se encontram seus amigos, sua família e todos os que podem testemunhar a seu favor. O tribunal não aceitou tomar os testemunhos de maneira virtual, argumentando escassez de pressupostos.

A verdade convincente desta história é que, através de sua ação poética, Angye Gaona se solidarizou, por meio de um trabalho cultural e poético, com os milhares de presos políticos que padecem nos cárceres de seu país; com os trabalhadores em sua luta por alcançar uma organização estável depois dos assassinatos e desaparecimentos perpetrados contra eles pelas forças armadas, a polícia, os serviços secretos e os esquadrões da morte, entre outros; e, por último, com os jovens de sua cidade, para quem permanentemente criava  espaços de encontro e de conhecimento.

Apesar de viver na pobreza, com menos do necessário para alimentar a sua filhinha – com quem compartilha um apartamento em um bairro humilde de Bucaramanga, sua cidade – vê-se obrigada a defender sua inocência em um
Julgamento arranjado desde o princípio. Angye precisa urgentemente de nossa ajuda. Angye corre perigo de sofrer até vinte anos de prisão ou algo pior, por delitos que jamais cometeu. É urgente que todos e cada um difunda esta  nformação e a que se seguirá.

É muito urgente. A injustiça espreita. Que espreite a vida. E muito depende de todos nós.  Se todos comprendêssemos que todos somos vulneráveis, seríamos mais humanos, escriveu Cristina. Comprendamos! Temos o dever inescapável de informar que:

1.- Se está causando uma ofensa à poesia ao tratar uma poeta pobre
de narcotraficante.

2. O delito de opinão e a atitude solidária com o outro não podem ser
castigados por nenhum motivo.

Cristina Castello 

(poeta argentina que vive na França, amiga de Angye, e faz um fervoroso chamado de apoio a toda a comunidade internacional. Tenhamos em conta que todos nós poderíamos nos encontrar em uma situação similar a dela.)

Uma resposta para “O caso

  1. TODO O CIDADÃO TEM O DIREITO DE PROVAR SUA INOCÊNCIA EM JULGAMENTO LIVRE E IMPARCIAL QUE ESTEJA NORTEADO PELOS PRINCÍPIOS EXPOSTOS NA ” DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS ” !

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